Será possível ser boa em tudo?

Sempre me pergunto se sou ou não boa mãe. Até porque os filhos crescem e aquele sorrisinho maravilhoso pode se transformar em raiva, cobrança e na famosa frase: "Te odeio! Você não é mais minha mãe. Quero trocar de mãe"... Detesto pensar nisso!
Passamos a gestação inteira nos questionando sobre como nossos filhos serão, se vamos conseguir dar conta de tudo, se o peito vai cair, se teremos leite suficiente, se nossos bebês serão calmos. Sem falar no sono arrebatador. Mas tudo passa tão rápido! Basta um único sorriso, um olhar... E tudo passa.
Conto de fadas? Quem sabe? Isso é amor.
É tão bom segurar aquelas "trouxinhas", trocar fralda, dar banho, colocar para dormir, amamentar... O olhar de um bebê para uma mãe é algo que não consigo descrever. Aquelas mãozinhas acariciando nossos peitos, os olhinhos revirando quando são amamentados. É inacreditável como podemos amar tanto!
As crianças hoje em dia nunca estão satisfeitas: querem sempre mais atenção, brinquedos, programas, games... É uma loucura! E nós, mães, também nunca estamos satisfeitas: se trabalhamos, queremos ficar em casa; se ficamos em casa, queremos trabalhar. O corpo tem de ser escultural, temos de estar sempre lindas, cheirosas e dispostas. Estou exausta só de escrever. O que eu queria mesmo era poder ser mãe. Uma mãe orgulhosa de poder ser simplesmente mãe.
Por que não podemos trabalhar e sermos boas mães? Tenho sempre a sensação de estar devendo aos meus filhos ou falhando no meu trabalho.
Ainda não encontrei o meio-termo.
Vivo culpada. Meus filhotes estão crescendo com uma mãe que trabalha, mas que adora estar com eles. Ser ou não uma boa mãe depende do ponto de vista. Aliás, nossos filhos nunca tiveram outra, só imaginam quão melhor as outras podem ser.
Nossos filhos só vão perceber o quanto somos maravilhosas no dia em que tiverem suas próprias crianças. E isso ainda vai demorar. Tenho muita pena do quanto é desvalorizada a função de mãe por escolha. Poder exercer a maternidade é o máximo, e essa fase não volta. Se não participamos da vida de nossos filhos, não os conhecemos.
Quando será que vamos encontrar o equilíbrio entre trabalho e maternidade?



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