sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Neuras de Grávida



Estou grávida, uma invasão hormonal invade meu corpo. Felicidade, euforia, medo e angústia se confundem nesse momento.
Esperei a vida toda por esse dia, mas quando o exame deu positivo me apavorei. Ao mesmo tempo não conseguia desfazer o sorriso no rosto.
No início, pressão baixa, mal estar, enjôo... Muitas mulheres não sentem nada, mas passei tão mal que jurava para mim mesma que nunca mais teria outro filho.
Que ilusão! Em cinco anos tive três, cada um mais lindo que o outro e passados os três primeiros meses tudo melhorava. E eu esquecia de toda a trabalheira.
Durante minha primeira gravidez, enquanto acompanhava as mudanças no meu corpo, era perseguida por teorias ameaçadoras!
  • -Se prepara, porque sua vida acabou!
  • -Seu marido vai arranjar outra!
  • -Dorme bastante agora, porque nunca mais vai dormir!
  • -Peitinho durinho, todo no lugar? Agora só com silicone! Sabe peito de índia? Fica igual.
  • -E a barriga? Nunca mais volta.
Enfim, pelas descrições eu viraria um bagulho, com olheiras imensas , barriga mole , toda flácida e completamente sem vida .
Será possível? Olhava a minha volta e enxergava mães gordas, magras, bonitas, feias, histéricas, tranquilas... Todas tentando fazer o melhor.
O ser humano adora contar vantagem. Num dos momentos mais especiais da nossa vida, tem sempre alguém tentando estragar.
Neuras de Grávida
Ser mãe dá muito medo, mas ao mesmo tempo é inacreditável! A sensação de colocar um filho no mundo... Nunca senti nada parecido com a hora do parto.
Passei minha primeira gestação assombrada. Pensava na responsabilidade que estava por vir, na amamentação (será que conseguiria amamentar?), no sono interminável, nas cólicas...
Morria de medo! Achava que não iria dar conta. Imaginava-me gorda, com peito "uva passa", sem marido, com olheiras profundas e com um bebê para criar.
Quantas neuras! Hoje, percebo o quanto todas essas questões são pequenas diante de tanto amor!

Filho é bom demais! Dá trabalho, às vezes dá vontade de devolver, congelar, mas enche a nossa casa de alegria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário