sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Obsessão por beleza

Obsessão por beleza
Se somos magras queremos ser magérrimas, se gordas, sonhamos com a magreza. O fato é que nunca estamos satisfeitas. O culto à forma e a beleza esta cada dia mais doentio; vejo, nas ruas, todas tentando alcançar um estereótipo. Os cabelos são sempre esticados, os corpos malhados ou então magérrimos. Os peitos, duros como bolas de futebol; os rostos, completamente sem expressão de tantos tratamentos. Nada contra querer ficar jovem, mas tudo tem um limite.

"O tempo vai passando e, a cada dia, vamos
ganhando novas marcas da vida."

E como fazer quando engravidamos? Muitos obstetras não permitem que você pinte o cabelo, que tome bebidas dietéticas, que faça exercícios pesados. Os quadris alargam, os seios aumentam de volume e bico e aréolas escurecem. Para muitas mulheres, a gestação é maravilhosa; para outras, um tormento com tantas mudanças físicas e emocionais.
Mas, se não consegue lidar de uma forma saudável com a gestação, o que será de você no pós-parto? Seu bebê esta ali, lindo, cercado de amor, e você, cansada, inchada, com o corpo completamente fora do lugar. Se demoramos 9 meses para gerar um bebê, não vai ser em um dia, uma semana, um mês que tudo voltará para o lugar.
A natureza é sábia e tudo tem seu tempo. Pode ter certeza que tudo volta, não como antes, mas muito melhor. Claro que adoraria ter o corpo de uma garota de 20 anos; mas e a cabeça?
O tempo vai passando e, a cada dia, vamos ganhando novas marcas da vida. Ruim ou não, é isso que acontece. Tudo o que fazemos tem consequências.
A vida é feita de escolhas diárias, e é isto que temos que avaliar. O que é mais importante para você, ter cinquenta anos e querer aparentar vinte ou ter os mesmos cinquenta, ser saudável, bonita, inteligente, alegre?
Cada ano que passa me sinto mais mulher, orgulhosa da minha cria e da vida que escolhi. Não é nada fácil perceber as marcas da vida, mas tudo tem seu valor.
É tudo de bom aquele frescor da jovialidade, mas, e a chegada da maturidade? O que elas nos trás de bom? Responsabilidade, autonomia...
Meu discurso é maravilhoso, parece bem resolvido, mas não sou nem um pouco assim. Curti muito minha primeira gravidez, ficava ansiosa esperando a barriga crescer, acompanhava cada mudança. Sonhava em sair da maternidade, com meu embrulhinho cor-de-rosa, vestida numa calça jeans. Só que isso acontece apenas em filmes e novelas, a realidade não é bem essa. Mas é tudo de bom!

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